fbpx
Dores

Como o Canabidiol (CBD) acaba com a dor na coluna

Substância derivada da Cannabis, o CBD (canabidiol) acabou com a dor na coluna (dor crônica) da recepcionista potiguara Carmem Menezes, de 58 anos. Foi 10 anos de martírio. O sofrimento começou devido a uma hérnia de disco, que estava achatada, pressionando o nervo da coluna. Recepcionista fez três cirurgias e inúmeros tratamentos, mas apenas a […]

Conteúdo escrito e revisado
Medicina In Comitê Científico, atualizado em 27 de janeiro de 2022
mulher sorrindo de felicidade pois descobriu um tratamento para a sua dor na coluna com cbd, o canabidiol

Substância derivada da Cannabis, o CBD (canabidiol) acabou com a dor na coluna (dor crônica) da recepcionista potiguara Carmem Menezes, de 58 anos.

Foi 10 anos de martírio. O sofrimento começou devido a uma hérnia de disco, que estava achatada, pressionando o nervo da coluna.

Recepcionista fez três cirurgias e inúmeros tratamentos, mas apenas a Cannabis colocou fim ao martírio de uma década.

Substância derivada da Cannabis, o CBD (canabidiol) acabou com a dor na coluna (dor crônica) da recepcionista potiguara Carmem Menezes, de 58 anos. Foi 10 anos de martírio.

O sofrimento começou devido a uma hérnia de disco, que estava achatada, pressionando o nervo da coluna.

Ela procurou vários especialistas, mas o quadro dela evoluiu para uma depressão e no final teve de se aposentar por invalidez. As dores a impossibilitaram até de trabalhar.

Carmem sempre teve muito orgulho de ser recepcionista no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. “Foi o meu primeiro concurso público e eu passei. Faltava pouco para eu completar 30 anos como servidora, quando conseguiria me aposentar com um salário mais alto.

Mas não deu para esperar. Eu tinha vontade de chorar durante as horas de serviço”, conta ela, que não conseguia mais usar salto alto, que fazia parte de seu uniforme de serviço. “Eu perdi a presença, a postura, eu não era mais a Carmem do passado. Aquilo me deixou muito deprimida.”

Raras vezes cirurgia resolve dor na coluna

Em 2011, Carmem fez a primeira cirurgia de hérnia. “No início funcionou, mas a dor na coluna voltou depois de dois anos”, diz a recepcionista.

Ela tentou vários tipos de tratamento para que as dores sumissem, inclusive infiltrações na coluna. Em 2015, ela se submeteu a uma segunda intervenção, dessa vez para colocar três pinos na coluna.

Segundo o cirurgião, isso daria mais estabilidade a coluna dela.

Em 2017, outra recaída. Veio a terceira operação. “Um dos pinos tinha saído do lugar, porque eu estava com osteoporose. Ele saiu da coluna e se acomodou perto do rim.

Os médicos conseguiram resgatá-lo e acharam melhor tirar os demais. Porém, a dor na coluna continuou.

Ela não sabia mais o que fazer, nem os médicos. O cirurgião pensou em fazer mais uma intervenção, mas como ela não tinha mais musculatura nas costas, teriam de acessar a coluna pela parte da frente do corpo.

Carmem ficou com medo. Foi quando o cirurgião disse que ela poderia tentar a Cannabis medicinal. Para ajudar, indicou um médico com experiência neste tipo de tratamento.

A Cannabis acabou com a minha dor na coluna

“Depois de três meses de tratamento com Canabidiol (CBD) 50 mg, minha dor na coluna desapareceu. Aos poucos, estou diminuindo as doses do antidepressivo, porque logo poderei parar de tomar.”

Carmem ficou tão animada, que pensou em voltar a trabalhar. Ela procurou novamente o cirurgião que deu o laudo para sua aposentadoria por invalidez. “Ele disse que eu havia melhorado, porque muito provavelmente minha dor era neuropática.”

A eficiência do Canabidiol (CBD) no tratamento de dores neuropáticas

Esse tipo de dor tem como gatilho uma doença, em geral. No caso de Carmem, começou com o problema da hérnia de disco, que gerou uma compressão dolorosa dos nervos.

A dor na coluna contínua, que permanece por longo período, acaba afetando o sistema somatossensorial — uma rede integrada de conexões (neurônios, fibras nervosas e sinapses).

Ela é quem permite ao ser humano e aos animais receberem informações do meio externo e interno. As informações ou estímulos vão para o cérebro, que por receptores os transforma em ações.

Se o corpo gera o estímulo de dor por muito tempo, o cérebro pode continuar passando essa informação, mesmo quando o paciente erradica a causa (a doença).

Dede 1970, o sistema endocanabinoides vem sendo estudado. Um trabalho de revisão, realizado na Universidade de Fernando Pessoa, em Portugal, levantou a existência de 8 mil trabalhos sobre o papel do sistema endocanabinóide no controle das dores neuropáticas, de 1970 a 2018. A pesquisa foi realizada pelo autor João Menéres Borges Nunes Hall na base de dados do Pubmed.

Estudos mostram eficiência do sistema endocanambinóide na dor

“Variadíssimas investigações pré-clínicas revelam o papel do sistema endocanabinóide na fisiopatologia da dor neuropática e demonstram a eficácia da modulação do sistema endocanabinóide em modelos de dor neuropática”, escreve Hall.

Porém, a maioria dos estudos pré-clínicos utilizam principalmente ratinhos geneticamente modificados com mutações seletivas em componentes específicos do sistema endocanabinóide e moléculas, que modifiquem a atividade deste sistema.

O autor faz a ressalva, que precisam ser realizados estudos por períodos mais longos e com maior quantidade de pessoas.

Talvez por isso o médico de Carmem tenha se recusado a reintegrá-la no serviço público. Ninguém pode afirmar por quanto tempo o quadro dela continuará estável.

Mas Carmem — há seis meses sem dor na coluna – está eufórica e cheia de planos: “quero viajar muito e curtir a vida assim que essa pandemia der uma trégua”.

Onde procurar um médico que prescreva Cannabis

É muito importante a avaliação médica do caso. Apesar de ainda serem poucos os médicos que prescrevem a Cannabis medicinal, há uma relação de profissionais com essa experiência na Medicina In.

Além disso, a plataforma oferece consultas on-line. O agendamento é fácil e rápido. Para mais informações, clique aqui.

Fonte: https://bdigital.ufp.pt/handle/10284/8714

IMPORTANTE: Este site não oferece tratamento ou aconselhamento imediato para pessoas em crise suicida. Em caso de crise, ligue para 188 (CVV) ou acesse o site www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure atendimento em um hospital mais próximo.