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Tratamento com canabidiol para Alzheimer: Idoso tem melhora significativa

Depois de três anos, família de idoso em tratamento com canabidiol para Alzheimer vê melhoras nos sintomas e doença se estabilizar. Entenda como foi o tratamento nesse artigo. No sul do Brasil, um idoso em tratamento experimental com Cannabis medicinal respirou aliviado, nesta terça-feira, 21, dia mundial do Alzheimer. Também chamada de demência senil, a […]

Conteúdo escrito e revisado
Medicina In Comitê Científico, atualizado em 30 de agosto de 2022
tratamento com canabidiol para Alzheimer

Depois de três anos, família de idoso em tratamento com canabidiol para Alzheimer vê melhoras nos sintomas e doença se estabilizar. Entenda como foi o tratamento nesse artigo.

No sul do Brasil, um idoso em tratamento experimental com Cannabis medicinal respirou aliviado, nesta terça-feira, 21, dia mundial do Alzheimer. Também chamada de demência senil, a doença, que afeta a memória e a cognição de mais de 35 milhões de pacientes no mundo, ainda não tem cura. Mas, o idoso em questão, o agricultor Deci Ruver, de 78, viu os sintomas do Alzheimer regrediram e o estado degenerativo se estabilizou nos últimos três anos.

Antes de tudo: O que você verá nesse artigo?

  • Os primeiros sintomas do Alzheimer
  • Repercussão do tratamento com canabidiol para Alzheimer
  • Método da pesquisa com canabidiol
  • Como começou o tratamento com canabidiol para Alzheimer
  • O tratamento com canabidiol para Alzheimer como uma esperança
  • O que é o THC na memória de um paciente em tratamento com canabidiol para Alzheimer
  • A importância do acompanhamento no tratamento com canabidiol para Alzheimer

Em primeiro lugar os tratamentos disponíveis para Alzheimer podem até aliviar os sintomas da doença, mas não conseguem retardar ou reverter sua progressão.

Estudos recentes demonstraram que o canabidiol tem efeitos positivos para os pacientes Alzheimer. Mas como isso funciona? Entenda a história do Ruver, paciente com Alzheimer.

Os primeiros sintomas do Alzheimer

Em 2018, quando apresentou os primeiros sinais do Alzheimer, Ruver teve a sorte da neta Ana Matins, de 28, ser farmacêutica.

Ela o inscreveu como voluntário em um estudo para tratamento com canabidiol na Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu, onde fazia pós-graduação. Certamente, ela queria muito ver a melhora nos sintomas do Alzheimer de seu avô.

O avô mora em Planalto, cidade de 12 mil habitantes, localizada no interior do Paraná. Surpreendentemente, ele percorria de ônibus a distância de 234 km até Foz do Iguaçu para receber o tratamento com canabidiol para Alzheimer. A princípio fazia o trajeto acompanhado da neta.

Depois, com a melhora dos sintomas, fazia o que parecia antes impossível, viajava sozinho até lá.

Repercussão do tratamento com canabidiol para Alzheimer

O estado clínico de Ruver teve progressos tão inéditos, que a história será publicada no Journal of Medical Case Report.

Trata-se da primeira revista científica de casos internacionais editada pelas Universidades de Toronto, no Canadá, e de Sydney, na Austrália.

A melhora dos sintomas de Alzheimer do agricultor ainda deu origem a outra pesquisa maior, com 28 pacientes, em 2020. Por isso, Ruver passou a ser o paciente zero do novo estudo.

A princípio, o estudo pretende avaliar se os demais voluntários responderão tão bem ao tratamento como Ruver.

Fora o acompanhamento clínico, os pacientes passam por testes sanguíneos e exames específicos para Alzheimer.

“Devemos compilar os resultados em janeiro do ano que vem” diz Francisney Nascimento, coordenador da pesquisa e professor de Medicina e Bioquímica da Unila. “Estamos ansiosos para comparar os dados dos dois grupos, mas esperamos mudança positiva nos pacientes, pelo que já observamos até aqui.“ completa.

Método da pesquisa com canabidiol

O estudo é randomizado e duplo cego. Em outras palavras, participam apenas pacientes com Alzheimer, que posteriormente foram divididos em dois grupos: um é tratado com placebo e outro com extrato de THC (tetrahidrocanabinol, substância derivada da Cannabis).

“Usamos um full spectrum com alta concentração de THC”, explica Nascimento. “Os pacientes receberam doses baixas, meia miligramas por dia. Por isso, não sentem qualquer efeito psicotrópicos da substância.” Tentamos doses mais altas, mas elas não foram eficientes no controle dos sintomas do Alzheimer.

A posologia de meia miligrama diária diminui os sinais do Alzheimer e também estabilizou o avanço da doença, pelo menos foi o que os cientistas observaram no caso do agricultor. “Acredito que teremos resultados parecidos com os demais pacientes”, diz Nascimento, que não sabe quais são os pacientes que tomam placebo ou THC.

Como começou o tratamento com canabidiol para Alzheimer

A neta de Ruver, a farmacêutica Ana Martins, é aluna de Nascimento na pós-graduação da Unila.

“Nesta época, meu avô tinha um branco todo dia. Não sabia onde estava ou qual era o dia. Ele não podia mais ficar sozinho.” Como Martins sabia que com o tempo o estado dele se agravaria, preferiu arriscar com um tratamento novo, mas que achava possível dar certo.

Dessa forma, pacientes em estados avançados esquecem o próprio nome, perdem o equilíbrio e deixam até de andar. Tanto o doente como a família sofrem com a doença. “Eu experimentei as dores de ter um ente querido esquecendo tudo e perdendo a autonomia. Almejo que, como eu, outras pessoas possam oferecer esse tratamento, que deu vida ao meu avô.”

O tratamento com canabidiol para Alzheimer como uma esperança

Em outras palavras, Martins ganhou uma segunda chance de vida. Por isso, toda a família do idoso comemorou nesta terça-feira, 21. Enfim, esse foi o jeito que encontraram de agradecer o desenvolvimento científico em prol da vida. Segundo a neta do idoso, uma linha de trabalho que se fortalece a cada dia.

“No dia mundial do Alzheimer, nós, pesquisadores, continuamos trabalhando para melhorar as condições dos pacientes de Alzheimer – que podem ser nossos pais, avós e amigos. Devemos nossa vida a eles. Somos gratos em poder retribuir todo amor que recebemos.”

O que é o THC na memória de um paciente em tratamento com canabidiol para Alzheimer

“Pesquisas experimentais anteriores já comprovaram a ação do THC no hipocampo, região da memória”, diz Nascimento. Os estudos internacionais, aos quais ele se refere, foram com animadores. Por isso, ele tinha motivos para acreditar que o canabinóide estimula o crescimento de novos brotamentos neurais (ramificações que conectam os neurônios) nos pacientes. Além disso, teria ação anti-inflamatória e antienvelhecimento.

Em resumo: o que significa todos esses estudos?

Tratamento com Canabidiol para Alzheimer. O que significa todos os estudos.

Em primeiro lugar: Os óleos de canabidiol oferecem uma excelente gama de benefícios contra a progressão do Alzheimer.

Segundo lugar: Os efeitos do óleo são principalmente de natureza preventiva, ajudando a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida geral.

Por último mas não menos importante: A melhor maneira de começar é realizando uma consulta inicial com um médico experiente.

Se você quiser evitar os efeitos psicoativos, recomendamos conversar com seu médico para que ele recomende um medicamento que tenha menos de 0,03% de conteúdo de THC.

Entenda mais sobre como funciona o Alzheimer no nosso organismo nesse artigo do Daily CBD.

A importância do acompanhamento no tratamento com canabidiol para Alzheimer

Para garantir a eficácia do tratamento para Alzheimer através da cannabis medicinal, é importante contar com um acompanhamento especializado de médicos experientes. Com o Medicina In você encontra médicos com experiência  em cannabis e realizam um  acompanhamento personalizado   para proporcionar qualidade de vida e bem-estar. Faça a sua consulta on-line e tire todas as suas dúvidas sobre o tratamento, benefícios e como cuidar da sua saúde.

IMPORTANTE: Este site não oferece tratamento ou aconselhamento imediato para pessoas em crise suicida. Em caso de crise, ligue para 188 (CVV) ou acesse o site www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure atendimento em um hospital mais próximo.