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Câncer

Cannabis medicinal age nos sintomas da quimioterapia

A Cannabis medicinal diminui o mal-estar causado pela quimioterapia em pacientes oncológicos. Estamos falando dos efeitos secundários do tratamento que ocorrem em 80% a 85% dos doentes, ou seja, vômitos e náuseas, que surgem após as sessões de quimioterapia. Há quem prefira os fármacos aos fitoterápicos (como a Cannabis). Apesar de os fármacos terem a […]

Conteúdo escrito e revisado
Medicina In Comitê Científico, atualizado em 25 de novembro de 2021
cannabis medicinal para tratamento de quimioterapia

A Cannabis medicinal diminui o mal-estar causado pela quimioterapia em pacientes oncológicos. Estamos falando dos efeitos secundários do tratamento que ocorrem em 80% a 85% dos doentes, ou seja, vômitos e náuseas, que surgem após as sessões de quimioterapia.

Há quem prefira os fármacos aos fitoterápicos (como a Cannabis). Apesar de os fármacos terem a mesma função da medicação natural, nem sempre surtem efeito. Entre 30% e 60% dos doentes continuam com os sintomas indesejados, mesmo tomando os remédios convencionais indicados pelo médico. 

Além do desconforto, o paciente perde a fome, prejudicando o processo de restabelecimento e a vontade de continuar com as atividades rotineiras. A Cannabis medicinal é frequentemente usada como tratamento alternativo e eficiente em casos refratários em outros tipos de doenças graves e crônicas, como a epilepsia.

A reação negativa aos fármacos convencionais, segundo os especialistas, muda de paciente para paciente. Mas existem alguns fatores indicativos de que o doente será refratário ao tratamento dos fármacos convencionais. Por exemplo, os remédios costumam não funcionar em mulheres que normalmente apresentam enjoo matinal. 

Os médicos indicam que os pacientes tomem a medicação convencional durante o dia e de forma regular –independentemente do aparecimento dos sintomas de náusea e vômito. Às vezes, pedem para que usem o remédio apenas quando os efeitos secundários da quimioterapia se manifestarem. Ainda há casos em que é preciso combinar dois tipos diferentes de medicação, porque uma apenas não resolve.

A quimioterapia desequilibra corpo e mente

Náusea e êmese (vômitos) são os dois principais efeitos colaterais descritos no tratamento de quimioterapia para câncer. Estes eventos adversos causam um grande impacto negativo na vida dos pacientes e de seus cuidadores. Além disso, causam nos doentes anorexia, desequilíbrio metabólico, deficiência nutricional e esofagite.

Esses sintomas podem ser considerados agudos, crônicos e tardios: 

Aguda:  começam de 1 a 2 horas após o início do tratamento com quimioterapia, com pico da sensação da êmese em 4 a 6 horas. 

Crônica:  até 24 horas do início do tratamento quimioterápico, 

Tardia:  se acontecer depois de dois dias do tratamento com quimioterapia. 

Os pacientes ficam muito preocupados quando começam a sentir estes sintomas. Além do mal-estar físico, eles provocam desequilíbrio mental, que prejudica a qualidade de vida dos pacientes e pode levar a reduções da dose e, em alguns casos mais graves, até mesmo à suspensão do tratamento.

Os medicamentos usados ​​para controlar a náusea e vômitos são denominados como antieméticos. Todo paciente em tratamento oncológico muito provavelmente precisará de medicamentos para prevenir náuseas e vômitos.

Canabinóides são eficazes para o tratamento de náuseas e vômitos provocados pela quimioterapia, mas estão associadas a um aumento da incidência de efeitos adversos em comparação com a terapia antiemética convencional.

Como a Cannabis diminui o mal-estar da quimioterapia

Nos EUA, mesmo nos estados mais proibicionistas em relação à Cannabis, os pacientes oncológicos recebem uma carteirinha, que permite o acesso ao extrato medicinal. Aliás, a medicina canábica está nas recomendações das diretrizes do tratamento.

O tratamento consiste no extrato rico em THC (componente psicoativo da planta Cannabis) e CBD (substância não psicoativa). No Brasil, a maioria dos óleos de CBD possuem menos de 0,3% de THC. Mas os pacientes em tratamento oncológico conseguem autorização da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) para importar o extrato com maiores concentrações da substância.

Porém o mais importante no tratamento aqui é o o THC (tetrahidrocanabinol), que se liga aos receptores canabinóides tipos 1 e 2 (CB1, CB2).

Eles estão localizados em todo o corpo, com mais intensidade no cérebro (CB1) e no sistema imunológico (CB2). Diversos neurotransmissores, incluindo a dopamina e a serotonina, são  importantes mediadores do vômito. Mas falta ainda descobrir quais são os respectivos receptores desses hormônios importantes na sensação de prazer e bem-estar.

Estudo científico mostra eficácia da combinação do THC e do CBD

Um estudo testou a eficácia do CBD em 72 pacientes oncológicos com dois ciclos de tratamento de quimioterapia completos. A idade média do grupo era 55 anos (variação de 29-80 anos) e a maioria (78%) , mulheres. A pesquisa também usou o THC na terapia antiemética nesses pacientes que já usavam o CBD.

A resposta da terapia melhorou com o THC: e CBD aumentou a eficiência de 14% para 25%., comparando o tratamento com antieméticos de CBD:THC com iguais concentrações, com efeitos semelhantes na ausência de vômito, uso de medicamentos de resgate e ausência de náusea significativa. 

Trinta e um por cento experimentaram eventos adversos moderados ou graves relacionados aos canabinóides, como sedação, tontura ou desorientação, no entanto,  83% dos participantes preferiram a cannabis ao placebo. Nenhum evento adverso sério foi atribuído ao THC: CBD.

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IMPORTANTE: Este site não oferece tratamento ou aconselhamento imediato para pessoas em crise suicida. Em caso de crise, ligue para 188 (CVV) ou acesse o site www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure atendimento em um hospital mais próximo.