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Fibromialgia

Fibromialgia: sintomas, tipos e tratamento (guia)

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Conteúdo escrito e revisado
Medicina In Comitê Científico, atualizado em 11 de julho de 2022
mulher com mãos na nuca sofrendo de fibromialgia

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Fibromialgia tem cura?

Fibromialgia pontos de dor

Fibromialgia CID

Fibromialgia pode virar câncer?

O que é uma crise de Fibromialgia?

Fibromialgia emocional

O que é Fibromialgia

A Fibromialgia é uma doença crônica e complexa que causa dores generalizadas e um esgotamento profundo, além de uma variedade de outros sintomas auxiliares. Muitas vezes pode-se descrevê-la como uma dor dos pés à cabeça.

Segundo estudo publicado pelo Jornal da Associação Médica Americana (Jama — Journal of the American Medical Association), ela afeta entre 2% e 8% da população mundial.

A Fibromialgia afeta principalmente os tecidos moles do corpo e não provoca dor ou inchaço das articulações.

Os tecidos moles do corpo são aqueles que interligam, apoiam ou protegem outras estruturas do corpo humano tais como vasos sanguíneos, vasos linfáticos, músculos, tendões, revestimento nas articulações, tecidos gordurosos, entre outros.

De acordo com a Fundação Espanhola de Reumatologia, em termos gerais, pode-se dizer que a Fibromialgia consiste em uma anomalia na percepção de dor, de maneira que são percebidos como dolorosos estímulos que normalmente não o são.

Além da dor, pode causar rigidez generalizada, sobretudo no movimento de levantar-se pelas manhãs, e a sensação de inflamação mal delimitadas nas mãos e pés.

Também podem ser notados formigamentos pouco definidos que afetam sobretudo as mãos, de forma difusa.

Os mecanismos pelos quais se produz a Fibromialgia não são bem conhecidos e em razão disso não são encontradas alterações nas análises e nos estudos de imagem que permitem estabelecer o diagnóstico.

A causa exata da Fibromialgia, no entanto, ainda não é conhecida. Os pesquisadores entendem que certos eventos podem contribuir para o seu surgimento, como:

  • Eventos traumáticos, como acidentes de trânsito;
  • Lesões frequentes;
  • Doenças como infecções virais.
  • Em determinadas ocasiões, a Fibromialgia pode ser desenvolvida por si só, assim como uma manifestação apresentada em famílias cujos genes são responsáveis pelo surgimento.
  • Qualquer pessoa pode ter Fibromialgia, mas seus sintomas são mais comuns em:
  • Mulheres: apresentam probabilidades duas vezes maior de ter Fibromialgia;
  • Pessoas de meia idade;
  • Pessoas com algumas doenças como lúpus, Artrite Reumatoide e Espondilite anquilosante — um tipo de artrite em que ocorre inflamação crônica das articulações da coluna vertebral;
  • Pessoas com algum familiar que tenha Fibromialgia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a Fibromialgia é um problema muito comum observado em 5% dos pacientes que procuram consulta em uma clínica médica.

Entre aqueles pacientes que se dirigem a um consultório especializados em reumatologia, este percentual fica entre 10% e 15%.

No Brasil, ainda de acordo com a SBR, a Fibromialgia está presente em aproximadamente 2% a 3% da população e costuma se manifestar entre os 30 e 55 anos.

Os acometidos por Fibromialgia no país sofrem com a angústia causada pela espera desde os primeiros sintomas até chegar a uma diagnóstico definitivo e, posteriormente, um tratamento adequado, que pode levar até três anos.

Por se tratar de uma doença crônica, a Fibromialgia ainda não possui uma cura definitiva. Mesmo assim, o que se sabe é que não possui caráter progressivo, nem letal.

Quando tratada de forma apropriada, os sintomas dela são reduzidos e, em alguns casos, chegam até a desparecer. Conforme especialistas, o sucesso no tratamento dependem da educação e do autocuidado do paciente.

Raquel Tatiana Heep, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Positivo (PR), afirma que, entre seus pacientes que relatam sentir dor crônica, por volta de 70% apresentam quadros de ansiedade, 25% sofrem com depressão e metade deles já apresentaram quadro de depressão no passado.

“Para entender a dor dessas mulheres não podemos esquecer do conceito de “dor total”, que tem natureza multidimensional e abrangem não só o desconforto físico, mas tem dimensões sociais, emocionais e até espirituais”, explica a médica em entrevista ao portal UOL.

Pablo Zurita Prada, especialista em Reumatologia do Hospital Universitário Ramón y Cajal de Madri, Espanha, afirma que o seu cenário atual acaba esbarrando na dificuldade trazida pelo tratamento.

“O problema da Fibromialgia está principalmente no diagnóstico. Está reconhecida como uma doença reumática. Trata-se de um transtorno de causa desconhecida até hoje que produz dor generalizada, tanto no âmbito muscular como articular, na qual não se pode observar nenhum dano estrutural”, diz.

Segundo Prada, embora a sua causa não esteja desvendada, as últimas pesquisas científicas apontam para uma possível hipersensibilidade à dor no sistema nervoso central daqueles que são acometidos.

“É por isso que muitas vezes há uma alteração na serotonina e nas substâncias dos pacientes. Mas esta teoria não satisfaz todos os sintomas”, explica o especialista.

A Viatris, empresa dedicada à área da saúde com atuação em todo o mundo, realizou uma pesquisa com 553 pessoas de Brasil, China, México, Taiwan, Tailândia e Turquia, entre 25 e 65 anos, que receberam um diagnóstico formal de fibromialgia ou que apresentam suspeita.

O estudo demonstrou a complexidade com a qual os pacientes acometidos pela Fibromialgia enfrentam desde o diagnóstico, passando pelas necessidades que não são atendidas e a forma como lidam com a síndrome.

Conforme a pesquisa, a jornada daqueles que sofrem com ela antes do diagnóstico tem início com a sensação de fadiga, cujo indicativo é relatado como um dos principais sintomas por 61% dos participantes dos seis países. Entre os brasileiros, o percentual também foi de 61%.

Segundo a pesquisa, por volta de um em cada dois pacientes afirma ter sentido a necessidade de limitar a vida profissionais e as atividades sexuais com o(a) parceiro(a) como consequência da Fibromialgia. No Brasil, esses percentuais registraram 57% e 45%, respectivamente.

Em razão disso, o neuropsicólogo Fábio Roesler destaca como o lado emocional também merece atenção com a Fibromialgia diante das implicações na vida cotidiana que afetam a saúde mental do paciente.

“Essa condição pode levar à depressão e a transtornos de ansiedade. Isso decorre da cronicidade das dores e do difícil diagnóstico que, a partir da clínica médica, envolve sempre um aspecto psicológico. Então, o paciente, às vezes, se culpabiliza por tê-la, como se algo ali fosse de sua responsabilidade”, analisa.

Para Roesler, dado o caráter multidisciplinar da Fibromialgia, é recomendável, além do médico especialista, a busca pelo auxílio de um neurologista e um psicólogo.

Sintomas da Fibromialgia

Quando aparecem os primeiros sinais da Fibromialgia sintomas é comum que os pacientes não deem a devida atenção por acreditarem que seja algo temporário ou que esteja ligado ao processo de envelhecimento, mesmo que essa condição provoque impacto nas atividades cotidianas, principalmente as profissionais, sociais e de lazer.

José Eduardo Martinez, reumatologista da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), afirma que, dada a complexidade da Fibromialgia sintomas, outras manifestações características devem ser observadas com atenção.

“E há outros sintomas de fibromialgia que são importantes: fadiga, sono não restaurador e distúrbios cognitivos como esquecimento, falta de atenção e dificuldade de concentração”.

Além da dor e do esgotamento, os sintomas também podem ocasionar-se um ou vários outros das seguintes manifestações típicas, entre as quais:

  • Transtornos do sono: apesar de dormir as horas consideradas como suficientes, os acometidos com a Fibromialgia sintomas podem acordar e ainda se sentir cansados;
  • Aniquilose: rigidez do corpo;
  • Aumento das dores de cabeça ou na região do rosto;
  • Desconforto abdominal: distúrbios digestivos, dores abdominais, inchaço, constipação e/ou diarreia;
  • Problemas geniturinários: aumento da frequência ou maior urgência para urinar, normalmente sem que haja uma infecção na bexiga;
  • Parestesia: dormência ou formigamentos (como, por exemplo, nas mãos ou nos pés);
  • Sensibilidade à temperatura ambiente;
  • Problemas de pele: sintomas incômodos, tais como prurido, secura ou manchas;
  • Sintomas do tórax: dores no peito ou na parte superior do corpo;
  • Desequilíbrio: vertigens e/ou problemas de equilíbrio;
  • Distúrbios cognitivos: dificuldade de concentração, “lentidão mental”, perda de memória;
  • Sensações nas pernas: “síndroma das pernas inquietas” (vontade incontrolável de mover as pernas, especialmente enquanto descansa ou após período de descanso);
  • Sensibilidade ambiental: hipersensibilidade à luz, ruídos, cheiros e mudanças climáticas;

A Viatris, empresa global de saúde, ao promover uma pesquisa online, em março deste ano, com 553 pessoas de Brasil, China, México, Taiwan, Tailândia e Turquia, com faixa etária entre 25 e 65 anos, registrou a dor crônica generalizada ou localizada da Fibromialgia sintomas.

Outros sinais da Fibromialgia sintomas mencionados com frequência foram dor de cabeça (51% no mundo, 40% entre os brasileiros), (46% tanto no mundo como entre os brasileiros) e ansiedade (37% no mundo e 53% no Brasil), muitas vezes decorrentes dos demais indicativos.

Segundo a pesquisa, dor crônica, fadiga e dores de cabeça são os principais sinais de Fibromialgia sintomas iniciais que pessoas costumam descrever que causam desconforto com maior ou menor intensidade.

61% dos entrevistados relataram que a sensação de fadiga é um dos principais sinais da Fibromialgia sintomas antes do diagnóstico definitivo para a doença. .

Entre os brasileiros que participaram do estudo, o percentual verificado de pacientes com o mesmo sintoma também foi de 61%.

56% dos participantes no mundo afirmaram sentir dor crônica generalizada; os brasileiros, por sua vez, tiveram 70% de registro destes Fibromialgia sintomas.

Com relação à dor localizada, 46% dos pacientes dos outros países participantes descreveram este indício da síndrome, enquanto 59% dos brasileiros declararam sofrer com o mesmo sintoma.

Também foram mencionados na pesquisa Fibromialgia sintomas tais como dor de cabeça (51% no mundo, 40% entre os brasileiros), insônia (46% tanto no mundo como entre os brasileiros) e ansiedade (37% no mundo e 53% entre os brasileiros), todos consequentes dos demais.

Os brasileiros, chineses, mexicanos, taiwaneses, tailandeses e turcos entrevistados classificaram a maioria dos Fibromialgia sintomas como “muito ou extremamente incômodos”.

Mais da metade relatou que sentir os primeiros sinais provocou sensação de ansiedade, preocupação e depressão.

Particularmente entre os brasileiros, em 42% dos casos, o inchaço foi o Fibromialgia sintomas mais associado ao início da doença.

De forma geral, os pacientes costumam não levar os Fibromialgia sintomas em consideração por acreditar que seja algo passageiro ou algo que tenha relação com o envelhecimento, mesmo quando essa condição cause prejuízo em grande parte do cotidiano do indivíduo, especialmente nas atividades profissionais, sociais e de lazer.

Este estudo observou que, em consequência da Fibromialgia sintomas, um em cada dois pacientes precisou limitar a vida profissional (48%), assim como as atividades sexuais com o parceira (47%).

Entre os brasileiros participantes os percentuais identificados com relação àqueles Fibromialgia sintomas tiveram um registro de 57% e 45%, respectivamente.

Para Elizabeth Bilevicius, neurologista e diretora médica da Viatris, a busca por informação é fundamental dada a complexidade da Fibromialgia sintomas.

“Os achados da pesquisa revelam que a fibromialgia ainda é um distúrbio muito complexo e complicado de se diagnosticar num curto período de tempo. Isso reflete a necessidade de aumentar a conscientização a respeito dessa condição e esclarecer as pessoas sobre o reconhecimento dos sintomas e a importância do acompanhamento médico correto desde o início”, explica.

Tratamento para a Fibromialgia

A Fibromialgia tratamento desperta otimismo dentro da comunidade médica no que diz respeito a novas abordagens que apresentem respostas mais satisfatórias ante os métodos convencionais.

Para Javier Nicolás García González, especialista em Fibromialgia tratamento do Departamento de medicina interna do hospital da Universidade de Navarra, na Espanha, há uma perspectiva positiva neste sentido.

“O futuro do tratamento é promissor já que as pesquisas sobre fibromialgia estão progredindo com rapidez. É questão de tempo para que estes avanços se traduzam em tratamentos mais eficazes”, diz González.

A identificação dos contextos familiar, social e profissionais, assim como das demandas, expectativas e conflitos que a pessoa vivencia é essencial para o planejamento da Fibromialgia tratamento.

Os sintomas da Fibromialgia tratamento persistem por muitos anos, fazendo com que perdas, rejeições e frustrações resultem em crenças apoiadas em distorções (baseadas em desinformação ou falta de informação qualificada) e comportamentos que reduzem a capacidade de enfrentamento da condição.

A busca por Fibromialgia tratamento com rigor científico pode dar lugar à ilusão de tratamentos milagrosos, cuja disseminação fica marcada pela falta de evidência científica, provocando, assim, atrasos, gastos desnecessários e decepções quanto a uma possível solução.

Por isso, quanto mais cedo se chega ao diagnóstico da Fibromialgia tratamento, passando por uma abordagem ampla e individualizada, haverá maiores chances de reduzir ou até interromper a angústia causada.

Patrícia Evelyne, médica acunpunturista e membro do Colégio Médico Brasileiro de Acunpuntura, explica que o Fibromialgia tratamento deve ser realizado de forma multidisciplinar, com diversas especialidades atuando nos cuidados ao paciente fibromiálgico.

“Inclui reumatologista, fisioterapia, acupuntura, médico da dor entre outros profissionais. As dores podem ser aliviadas por medicação, bloqueios, acupuntura, terapia, psicoterapia, exercícios físicos”, disse.

Evelyne ressalta que, apesar de não haver cura definitiva para a síndrome, o Fibromialgia tratamento tem como objetivo trazer bem-estar do paciente. “O tratamento é conservador e visa a diminuição da dor para uma melhor qualidade de vida”, afirma.

Com a chegada da pandemia da Covid-19, em 2020, aumentou a procura por informações relacionadas à abordagem feita com medicamentos à base de CBD (Canabidiol).

Para Tarso Araújo, diretor da BRCANN (Associação Brasileira da Indústria de Canabinoides), essa busca reflete a condição de parcela da população que sofre com algum tipo de dor crônica.

“Existe uma condição que é a dor neuropática, para a qual já há evidências do uso de CBD, e ela acomete cerca de 1,5% da população”, afirma.

Diante dessa possibilidade, Maria Lizandra Dias, que há oito anos recebeu o diagnóstico de Fibromialgia tratamento, resolveu apostar por uma alternativa diferente já que não vinha obtendo respostas satisfatórias com o tratamento tradicional.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Dias conta que a dor causada pela Fibromialgia tratamento a incapacitava e dificultava até mesmo as tarefas consideradas mais simples.

“Eu tinha perdido a vontade de viver, não conseguia fazer nada. Passei a tomar o CBD e voltei a ter minha vida”, afirma. “O meu sono, meu humor, tudo isso ficou regularizado”, diz Maria Lizandra.

De acordo com estudos que fizeram um resumo da literatura disponível sobre os efeitos do Canabidiol tanto com a dor crônica como no Fibromialgia tratamento, há melhora na qualidade de vida, no humor, assim como na sensação de dor em 50% dos pacientes.

Vale ressaltar que este transtorno acomete, principalmente, mulheres com idades entre 20 e 55 anos, embora não queira dizer que jovens e idosos também podem ser prejudicados com a doença.

Estudos estimam proporção de um caso de Fibromialgia tratamento em homens para cada nove ocorrências entre as mulheres.

Fibromialgia tem cura?

Fibromialgia tem cura? Fibromialgia não tem cura, mas tem tratamento. Conhecida como síndrome dolorosa crônica, não apresenta uma causa determinante, logo, trata-se de uma doença que não tem cura e causa dores no corpo.

Segundo estudos, o paciente tem dificuldade em produzir hormônios e neurotransmissores relacionados ao alívio da dor.

Fibromialgia tem cura? Segundo o Ministério da Saúde, a falta de reconhecimento pleno da doença, inclusive para a obtenção de licença médica, o que pode prejudicar o equilíbrio psicológico dos pacientes fibromiálgicos.

Fibromialgia tem cura? De acordo com o fisioterapeuta Cadu Ramos, à CNN, após três meses de dores constantes e ininterruptas, deve-se procurar a ajuda médica com um especialista, que, neste caso, é um reumatologista.

“Há tratamentos farmacológicos e fisioterapia, que pode aliviar as dores e diminuir as tensões, melhorando a qualidade de vida do paciente”, completou Ramos com relação à pergunta Fibromialgia tem cura?.

Fibromialgia tem cura? Para Marcus Pai, médico especialista em dor e acupuntura, colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), sem cura, o controle da doença se apresenta como a alternativa mais viável.

Logo, alguns métodos de tratamentos são incorporados à rotina do paciente para que ele cuide da própria condição de saúde.

“Cada paciente reagirá de maneira diferente aos medicamentos. Costumamos usar fármacos de ação central, ou seja, que têm efeitos neuromoduladores no cérebro, como alguns tipos de antidepressivos e anticonvulsivantes, para controle da dor”, afirma Pai.

A pergunta Fibromialgia tem cura? também pode ser respondida com o tratamento multidisciplinar que buscará trabalhar a aceitação da condição que esta patologia provoca no estado emocional do paciente, uma vez que desencadeia quadros de ansiedade e depressão.

A terapia cognitivo-comportamental e o tratamento psicológico podem funcionar como aliados fundamentais na busca por qualidade de vida, mais até que responder se a Fibromialgia tem cura?.

Por isso, quanto à pergunta Fibromialgia tem cura?, a ajuda da Psicologia pode aliar-se à mudança no estilo de vida, com hábitos mais saudáveis, tais como prática regular de exercícios e redução da carga de trabalho e alimentação mais balanceada.

“Ainda, muitos notam alívio nos sintomas com o uso de exercícios respiratórios, mindfulness ou ioga suave. Tratamentos complementares, como acupuntura, também podem ser úteis, principalmente para quem não tolera medicamentos. A acupuntura tem efeito analgésico e relaxante muscular para pessoas com fibromialgia”, diz Marcus Pai.

Pontos de dor da Fibromialgia

As pessoas que sofrem com a Fibromialgia pontos de dor sentem uma dor geral, mas em certas regiões ou pontos sensíveis o incômodo sentido acaba sendo percebido com mais intensidade.

O diagnóstico é realizado de forma clínica para identificar os Fibromialgia pontos de dor em que o paciente mais sente, além de um levantamento de outros sintomas, histórico de saúde e de incidência de casos na família, uma vez que a doença possui um aspecto genético relevante.

Embora ainda não haja uma cura definitiva ou se saiba a causa determinante para esta patologia, é sabido que as pessoas acometidas com a Fibromialgia pontos de dor apresentam uma alteração nos neurotransmissores responsáveis pela sensação de dor, prejudicando essa percepção.

Segundo Diogo Souza Domiciano, médico do ambulatório de reumatologia do Hospital das Clínicas da USP, a Fibromialgia pontos de dor tem como característica a ausência de regulação dos neurotransmissores que atuam no controle da dor, fadiga e disposição.

Em razão desse desequilíbrio que os pacientes afetados pela Fibromialgia pontos de dor apresentam dores fortes e constantes, às quais, para a maioria das pessoas, não passar de um incômodo leve.

Há pontos sensíveis espalhados por todo o corpo que apresentam extrema sensibilidade. Estes são denominados de pontos sensíveis de Fibromialgia pontos de dor e estão localizados em 18 áreas chave bastante pequenas, nas quais o paciente sente dor ao menor toque.

Ao se identificar estes Fibromialgia pontos de dor, é necessário ser capaz de localizá-los e distingui-los.

Para isso, o Colégio Americano de Reumatologia (American College Rheumatology) publicou uma série de critérios de exame que são usados para encontrar estes pontos dolorosos.

Em ao menos 11 entre os 18 pontos de Fibromialgia pontos de dor há dor na pressão, correspondendo, assim, a áreas muito sensíveis a estímulos mecânicos, ou seja, com um limiar baixo para dor.

Dessa forma, os seus pontos de dor se encontram distribuídos nas seguintes regiões do corpo

  • Nos cotovelos;
  • Nas nádegas;
  • Na parte interna dos joelhos;
  • Do lado de fora dos quadris;
  • Entre as omoplatas (acima da espinha da omoplata);
  • Abaixo da clavícula, na parte superior do tórax;
  • Na nuca ou na base do crânio;
  • Nos músculos da parte inferior do pescoço;
  • Nos músculos do trapézio localizado nas costas, ao lado dos ombros.

Domiciano ressalta que Fibromialgia pontos de dor é a segunda causa que leva as pessoas a procurarem marcar uma consulta com um reumatologista.

De acordo com dados divulgado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a Fibromialgia é um problema identificado em pelo menos 5% dos pacientes que buscam um clínico e entre 10% e 15% daqueles que desejam ser consultados por um reumatologista.

Segundo Domiciano, em razão de as causas da Fibromialgia pontos de dor não serem muito definidas, pode haver uma influência genética e hormonal, visto que há predominância entre mulheres perimenopausa (fase de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da mulher) e na menopausa. 

Fibromialgia CID

A Fibromialgia CID foi incluída no Catálogo Internacional de Doenças (CID-11) em 2004, sob o código CID 10 M79.7.

O CID, assim como a Fibromialgia CID, é publicado pela OMS e sofre revisões com o passar do tempo.

A classificação não passava por uma revisão havia 28 anos. A classificação relacionada às dores crônicas, entre as quais inclui a Fibromialgia CID, foi elaborada pela Associação Internacional para o Estudo da Dor.

Tal produção reuniu diversos especialistas na área que trabalharam durante seis anos baseados em evidências científicas mais recentes e no modelo biopsicossocial de dor, a exemplo da Fibromialgia CID.

Fibromialgia pode virar câncer?

Fibromialgia pode virar câncer? Segundo pesquisa publicada pela Sociedade Espanhola de Reumatologia, sim, Fibromialgia pode virar câncer.

Eugenio Chamizo-Carmona, da Unidade de Reumatologia do Hospital Geral de Mérida, na Espanha, responde à pergunta Fibromialgia pode virar câncer? com um artigo no qual mostra a relação entre a Fibromialgia, o aumento de comorbidade como infecções, doenças neoplásicas e cardiovasculares e o aumento da mortalidade.

Como método de pesquisa, o autor selecionou todos os estudos sobre Fibromialgia publicados e resumos apresentados desde 1961 até 2005.

Com relação à Fibromialgia pode virar câncer?, o estudo chega a algumas conclusões, entre as quais destaca-se que os pacientes com dor crônica generalizada podem ter um risco maior de desenvolver câncer.

Além disso, a pesquisa observa que, sobre Fibromialgia pode virar câncer?, a síndrome também pode estar associada a um risco aumento de morte acidental em decorrência do câncer.

Fibromialgia pode virar câncer? Em um estudo baseado em uma revisão da população do Reino Unido foi observado que as pessoas que haviam mencionado dor crônica generalizada e atendiam aos critérios de Fibromialgia apresentaram maior propensão à mortalidade, especialmente por câncer, em comparação à população geral.

Fibromialgia pode virar câncer? Em um novo estudo baseado na mesma revisão de população, foi detectado um aumento do risco em desenvolver câncer nos pacientes com Fibromialgia, que foi mantido durante os 9 anos de observação e estava associado ao desenvolvimento do câncer de mama na mulher e de próstata no homem, seguido de câncer de pulmão e no intestino grosso.

Fibromialgia pode virar câncer? Os pacientes com dor crônica generalizada parecem desenvolver câncer com mais frequência que aqueles que não apresentam dor.

Fibromialgia pode virar câncer? Entre os tipos de câncer mais frequentes destacam-se o câncer de mama, na mulher, e de próstata, no homem, o que levou a alguns pesquisadores a levantar a hipótese sobre uma ligação entre a alteração neuroendócrina em pacientes com Fibromialgia e o desenvolvimento do câncer relacionado ao hormônio.

Embora em graus variados, estudos de revisões baseadas na população encontram um aumento da mortalidade em pessoas com Fibromialgia em comparação com a população em geral.

Aqueles realizados no Reino Unido mostram uma associação consistente entre dor crônica generalizada e mortalidade, e especificamente mortalidade por câncer, embora não tenha excluído pacientes com outros diagnósticos.

Além disso, entre aqueles que desenvolveram câncer, os pacientes com Fibromialgia parecem ter tido uma sobrevida menor do que aqueles sem dor.

O que é uma crise de Fibromialgia?

O que é uma crise de Fibromialgia? Segundo Javier Rivera, especialista em Fibromialgia, trata-se de um episódio repentino de intensificação dos sintomas da síndrome. Ele explica que estes sinais são comuns e fazem parte do avanço esperado da doença.

O que é uma crise de Fibromialgia? As crises são temporárias. Isso que significa que não se tornam crônicos. Ainda assim, a duração pode variar de um caso para outro.

Isso quer dizer que não há um padrão fixo e que cada pessoa se difere da outra no desenvolvimento das intensificações das crises.

O que é uma crise de Fibromialgia? Em meio a este surto, a pessoa experimenta maior sensação de cansaço e dor generalizada ainda mais intensa do que o habitual.

O que é uma crise de Fibromialgia? Quando ocorre uma crise de Fibromialgia, uma série de sintomas é apresentada, sendo que as mais comuns são as seguintes:

  • Enjoo;
  • Náuseas;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Sono não reparados ou insônia;
  • Rigidez (sobretudo pela manhã);
  • Sensação de formigamento nas mãos;
  • Fibronévoa ou névoa mental (disfunção cognitiva resultante das dores intensas).

O que é uma crise de Fibromialgia? Durantes as crises, a pessoa sofre incapacidade funcional mais notória. Por isso mesmo, sente dificuldade de realizar diversas atividades que fazem parte de sua rotina.

O que é uma crise de Fibromialgia? As crises de Fibromialgia podem aparecer após a pessoa ter passado por algum tipo de situação pontual que a tenha exposto sob estresse físico ou emocional.

O que é uma crise de Fibromialgia? Além das situações mencionadas, algumas outras causas isoladas ou ocorridas de forma simultânea podem desencadear uma crise de Fibromialgia. Como a própria patologia, considera-se que há uma sucessão de causas.

  • Estresse;
  • Viagens;
  • Cirurgias;
  • Sono não reparador;
  • Mudanças de estação do ano;
  • Lesões;
  • Outras doenças agudas ou crônicas concomitantes;
  • Relações estressantes;
  • Mudanças no ciclo menstrual (no caso das mulheres);
  • Mudanças meteorológicas bruscas;
  • Sobrecarga sensorial devido à luz, ao barulho, às multidões, a cheiros ou produtos químicos;
  • Mudanças no tratamento, mesmo que programadas com antecedência;
  • Superatividade (Por exemplo: tentar fazer mais exercício físico sem ter programado um aumento gradual da atividade);
  • Eventos especiais (feriados, férias, visitantes, a chegada de um novo animal de estimação).

O que é uma crise de Fibromialgia? Para lidar com a crise, o mais aconselhável é fazer uma pausa, tentar se distanciar de qualquer gatilho que possa ser identificado, descansar e seguir as instruções do médico responsável pelo tratamento. 

Fibromialgia emocional

A origem da Fibromialgia emocional está relacionada na forma como a saúde mental acaba sendo afetada pelas dores que se estendem por todo o corpo.

A qualidade de vida dos pacientes diagnosticados com Fibromialgia emocional fica amplamente comprometida.

Como se não bastasse o quadro de dores e limitações impostas pela síndrome, os pacientes convivem com o julgamento e a incompreensão de familiares e amigos, prejudicando, assim, as atividades sociais.

Além das dores intensas, ela também provoca danos à saúde mental visto que seus sintomas podem ser desencadeados por fatores de estresse e alterações do sono.

Muitos dos pacientes acometidos pela doença necessitam incluir um profissional da saúde mental no corpo multidisciplinar de acompanhamento da doença.

A dimensão psicológica da Fibromialgia emocional modula a percepção de dor, à qual pode ser alterada segundo o estado emocional, traços de personalidade, temperamento e caráter da pessoa.

Dentro desta percepção cognitiva e sensorial da Fibromialgia emocional se encontra um aspecto emocional que pode aumentar os critérios de dor percebido e estar relacionada com sintomas de depressão.

Um estudo publicado em 2011 revelou que 40,5% das pessoas afetadas com Fibromialgia emocional também viviam um quadro depressivo considerável.

Além disso, tanto a Fibromialgia emocional quanto a depressão compartilham algumas disfunções neuroquímicas comuns e distúrbios do sistema nervoso central.

Uma pesquisa publicada em 2009 demonstrou por meio do mapeamento cerebral de pacientes com Fibromialgia emocional que eles têm uma resposta completa da rede de dor, sendo maior a sua percepção de dor cognitiva e emocional.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, os adultos com Fibromialgia emocional têm probabilidade três vezes maior de sofrer depressão em comparação àqueles que não apresentam o quadro da doença.

Concluindo

A triagem e o tratamento da depressão também é extremamente importante neste caso. Neste sentido, pesquisadores estão debruçados em busca de soluções para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a Fibromialgia.

Por isso, vários ensaios pré-clínicos e estudos duplo-cego demonstraram que o CBD (Canabidiol) funciona bem para tratar a ansiedade e a depressão junto com outros problemas neurológicos.

As propriedades antidepressivas e ansiolíticas podem ajudar no tratamento da dor e dos transtornos do sono consequentes dos sintomas da Fibromialgia.

Outra vantagem desta abordagem com o uso da Cannabis medicinal está no fato de não causar dependência química.

IMPORTANTE: Este site não oferece tratamento ou aconselhamento imediato para pessoas em crise suicida. Em caso de crise, ligue para 188 (CVV) ou acesse o site www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure atendimento em um hospital mais próximo.