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Alzheimer: Idoso tem melhora com tratamento experimental com cannabis

Depois de três anos, família de idoso em tratamento experimental vê melhoras nos sintomas do Alzheimer e doença se estabilizar No sul do Brasil, um idoso em tratamento experimental com Cannabis medicinal respirou aliviado, nesta terça-feira, 21, dia mundial do Alzheimer. Também chamada de demência senil, a doença, que afeta a memória e a cognição […]

Conteúdo escrito e revisado
Medicina In Comitê Científico, atualizado em 4 de dezembro de 2021
Idoso tem melhora com tratamento de cannabis medicinal experimental

Depois de três anos, família de idoso em tratamento experimental vê melhoras nos sintomas do Alzheimer e doença se estabilizar

No sul do Brasil, um idoso em tratamento experimental com Cannabis medicinal respirou aliviado, nesta terça-feira, 21, dia mundial do Alzheimer. Também chamada de demência senil, a doença, que afeta a memória e a cognição de mais de 35 milhões de pacientes no mundo, ainda não tem cura. Mas, o idoso em questão, o agricultor Deci Ruver, de 78, viu os sintomas do Alzheimer regrediram e o estado degenerativo se estabilizou nos últimos três anos.

Em 2018, quando apresentou os primeiros sinais do Alzheimer, Ruver teve a sorte da neta Ana Matins, de 28, ser farmacêutica. Ela o inscreveu como voluntário em um estudo com Cannabis medicinal na Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu, onde fazia pós-graduação.

O avô mora em Planalto, cidade de 12 mil habitantes, localizada no interior do Paraná. Ele percorria de ônibus a distância de 234 km até Foz do Iguaçu para receber o tratamento. A princípio fazia o trajeto acompanhado da neta. Depois, com a melhora dos sintomas, fazia o que parecia antes impossível, viajava sozinho até lá.

Revista médica internacional

O estado clínico de Ruver teve progressos tão inéditos, que a história será publicada no Journal of Medical Case Report. Trata-se da primeira revista científica de casos internacionais editada pelas Universidades de Toronto, no Canadá, e de Sydney, na Austrália. A melhora do agricultor ainda deu origem a outra pesquisa maior, com 28 pacientes, em 2020. Por isso, Ruver passou a ser o paciente zero do novo estudo.

O estudo pretende avaliar se os demais voluntários responderão tão bem ao tratamento como Ruver. Fora o acompanhamento clínico, os pacientes passam por testes sanguíneos e exames específicos para Alzheimer;.

“Devemos compilar os resultados em janeiro do ano que vem” diz Francisney Nascimento, coordenador da pesquisa e professor de Medicina e Bioquímica da Unila “Estamos ansiosos para comparar os dados dos dois grupos, mas esperamos mudança positiva nos pacientes, pelo que já observamos até aqui.

O método da pesquisa

O estudo é randomizado e duplo cego. Em outras palavras, participam apenas pacientes com Alzheimer, que posteriormente foram divididos em dois grupos: um é tratado com placebo e outro com extrato de THC (tetrahidrocanabinol, substância derivada da Cannabis).

“Usamos um full spectrum com alta concentração de THC”, explica Nascimento. “Os pacientes receberam doses baixas, meia miligramas por dia. Por isso, não sentem qualquer efeito psicotrópicos da substância.” Tentamos doses mais altas, mas elas não foram eficientes no controle dos sintomas do Alzheimer.

A posologia de meia miligrama diária diminui os sinais do Alzheimer e também estabilizou o avanço da doença, pelo menos foi o que os cientistas observaram no caso do agricultor. “Acredito que teremos resultados parecidos com os demais pacientes”, diz Nascimento, que não sabe quais são os pacientes que tomam placebo ou THC.

Como começou o tratamento experimental do idoso

A neta de Ruver, a farmacêutica Ana Martins, é aluna de Nascimento na pós-graduação da Unila. “Nesta época, meu avô tinha um branco todo dia. Não sabia onde estava ou qual era o dia. Ele não podia mais ficar sozinho.” Como Martins sabia que com o tempo o estado dele se agravaria, preferiu arriscar com um tratamento novo, mas que achava possível dar certo.

Pacientes em estados avançados esquecem o próprio nome, perdem o equilíbrio e deixam até de andar. Tanto o doente como a família sofrem com a doença. “Eu experimentei as dores de ter um ente querido esquecendo tudo e perdendo a autonomia. Almejo que, como eu, outras pessoas possam oferecer esse tratamento, que deu vida ao meu avô.”

Uma esperança para todas as famílias

Martins ganhou uma segunda chance de vida. Por isso, toda a família do idoso comemorou nesta terça-feira, 21. Enfim, esse foi o jeito que encontraram de agradecer o desenvolvimento científico em prol da vida. Segundo a neta do idoso, uma linha de trabalho que se fortalece a cada dia.

“Neste dia mundial do Alzheimer, nós, pesquisadores, continuamos trabalhando para melhorar as condições dos pacientes de Alzheimer – que podem ser nossos pais, avós e amigos. Devemos nossa vida a eles. Somos gratos em poder retribuir todo amor que recebemos.”

A ação do THC na memória

“Pesquisas experimentais anteriores já comprovaram a ação do THC no hipocampo, região da memória”, diz Nascimento. Os estudos internacionais, aos quais ele se refere, foram com animadores. Por isso, ele tinha motivos para acreditar que o canabinóide estimula o crescimento de novos brotamentos neurais (ramificações que conectam os neurônios) nos pacientes. Além disso, teria ação anti-inflamatória e antienvelhecimento.

A importância de um acompanhamento especializado

Para garantir a eficácia do tratamento para Alzheimer através da cannabis medicinal, é importante contar com um acompanhamento especializado de médicos experientes. Com o Medicina In você encontra médicos com experiência  em cannabis e realizam um  acompanhamento personalizado   para proporcionar qualidade de vida e bem-estar. Faça a sua consulta on-line e tire todas as suas dúvidas sobre o tratamento, benefícios e como cuidar da sua saúde.

IMPORTANTE: Este site não oferece tratamento ou aconselhamento imediato para pessoas em crise suicida. Em caso de crise, ligue para 188 (CVV) ou acesse o site www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure atendimento em um hospital mais próximo.